Para Homens do Mar

Anatomia de um anzol de pesca

Anatomia de um anzol de pesca

As 7 partes constituintes de um anzol

Um anzol de pesca pode dividir-se em 7 partes essenciais que, no seu conjunto formam uma das mais importantes ferramentas do nosso equipamento de pesca desportiva.

Sempre que me dirijo a uma loja da especialidade fico assoberbado pela infinidade de anzóis existentes, eles variam de formas, tamanhos, composição e aplicações.

Torna-se por isso fundamental perceber a anatomia de um anzol para que possamos tomar a melhor das decisões quando nos decidimos ir às compras. Caso contrário ficaremos com a mala cheia de ferramentas de que nunca iremos precisar. De que nos serve um anzol para o espadarte se a nossa pesca é feita num molhe? Só se for para apanhar algum pneu.

Quando olhamos para um anzol a primeira característica para a qual devemos olhar é o seu comprimento. O comprimento de um anzol é definido pela medida entre a zona superior da haste, o olhal, e a base da curvatura do mesmo. Este comprimento será fundamental para a caracterização do tamanho de um anzol.

Começando a analisar detalhadamente o nosso anzol de cima para baixo encontramos as seguintes partes:

  1. Olhal – O olhal é o local onde iremos prender a nossa linha. Este pode ter 3 formas, argola, agulha ou pata e em função do ângulo que forma com a haste pode ser caracterizado em 3 tipos, fechado, recto ou aberto;
  2. Haste – É a parte rectilínea do anzol e tem como função evitar o corte da linha por parte do peixe.  A escolha do tamanho da haste do nosso anzol está intimamente relacionada com o peixe que pretendemos pescar, fundamentalmente com a dureza da sua boca, com a sua dentição e com a sua pressão mandibular. Nalguns casos a haste poderá ser farpada para ajudar à fixação do isco;
  3. Curvatura – Quando o anzol se encontra posicionado na vertical a curvatura é a zona curva que se encontra no fundo. Pode parecer pouco importante mas é a zona do anzol onde se fará sentir maior resistência depois de fisgado o peixe. Esta curvatura pode ser obtida por dobragem da haste no seu fabrico ou fundida com a sua forma definitiva;
  4. Ponta – A ponta é a parte afiada que se encontra voltada para cima. Será escusado referir a importância de de se encontrar bem afiada, sem ferrugem e sem dobras para que possamos ferrar devidamente o nosso peixe;
  5. Barbela – É a pequena protuberância bem afiada que se encontra bem abaixo da ponta. Sejam bem cuidadosos com a barbela. É muito afiada e encontra-se apontada para baixo o que a vai fazer ficar agarrada firmemente ao peixe. Dada a sua natureza agarra-se facilmente na vegetação, nas algas, nos detritos, nas nossas roupas, na nossa pele ou mesmo aos nossos olhos.
  6. Garganta – É a linha perpendicular imaginária que, vai do ponto interior mais baixo da curvatura até se cruzar com a sua perpendicular traçada a partir da ponta do anzol;
  7. Abertura – É a distância entre a ponta do anzol e a sua haste. A abertura é uma característica importantíssima na escolha de um anzol. Devemos escolhe-la mais aberta ou mais fechada em função do peixe que pretendemos capturar.

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